“Tecnologia verde é uma grande oportunidade, tecnicamente viável e economicamente vantajosa”, disse Peter Osken, senior programme officer, da Divisão de Mudança Climática e Segurança Alimentar e Desafios Globais, da WIPO (World Intellectual Property Organization). Ele palestrou no webinar internacional – que aconteceu no dia 27 de outubro – “Wipo Green Acceleration Project: Fostering Transfer of Green Technologies in Argentina, Brazil e Chile”, ao lado de Júlia Hoppstock, do Ministério de Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto da Argentina; Fernando Cassibi, da Coordenação de Relações Internacionais do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial); e Denisse Perez Fierro, do Departamento de Relações Internacionais do INAPI (Instituto Nacional de Propiedad Industrial do Chile, em mesa virtual integrada em mesa virtual integrada por Isabella Pimentel, conselheira da OMPI, e Rodrigo Ouro Preto, diretor da ABPI.

O debate faz parte da série IP Meetings, promovido pela ABPI e OMPI e contou, nesta edição, com a parceria dos INPIs do Brasil, Argentina e Chile. O representante da WIPO explicou que o WIPO Green – plataforma online para intercâmbio de tecnologia, conectando fornecedores e os interessados em obtê-las – apoia esforços globais para a busca de soluções às mudanças climáticas, segurança alimentar e outras questões socioambientais. “Trabalhamos com governos, ONGs, universidades, empresas, câmaras de comércio, centros de pesquisa, todos que desenvolvem tecnologia verde”, disse Osken.

Júlia Hoppstock destacou o interesse da Argentina em projetos de agricultura sustentável, em especial os voltados para o rodízio de cultivos, recarbonizarão dos solos, colheita direta, sequestro de carbono e eficiência no uso da água. “O setor agrícola contribui primordialmente para a eliminação da pobreza”, argumentou. A representante da Argentina enumerou dez necessidades tecnológicas listadas no WIPO Green relacionadas a satélites, agro-silvicultura e biotecnologia, entre outras.  E catalogou 27 ofertas tecnológicas ligadas ao desenvolvimento de sementes, bosques, maquinário agrícola, vitivinicultura, biotecnologias, rastreamento por satélite e sistema de eficiência de água.

Cassibi, por sua vez, adiantou que já em 2012 o INPI fez um projeto piloto para patentes verdes, incluindo-as, em 2016, no trâmite prioritário, o que, segundo ele, reduz a concessão deste tipo de patente para menos de dois anos. Mas um programa específico, o Patentes Verdes 4.0, também acelerou os exames para as chamadas tecnologias limpas, como as ligadas a energias alternativas, transportes, conservação de energia, gerenciamento de resíduo e agricultura sustentável. O INPI também está conectado aos princípios do WIPO Green em outro de seus programas, o INPI Negócios.

Em sua apresentação, a Denisse Fierro destacou o setor agrícola, com ênfase na vitivinicultura, como uma das prioridades das políticas chilena de incentivo à inovação. E descreveu o plano estratégico do INAP de 2019 a 2012, que inclui o aprimoramento do sistema de propriedade intelectual, o foco nas pequenas e médias empresas, a implementação de novas tecnologias e a melhoria institucional para entregar melhores serviços. No setor agrícola a representante chilena assinalou que foram identificadas 11 necessidades e 22 ofertas tecnológicas voltadas ao cultivo, alternativas a pesticidas, sistema de alerta temporário (SAT), melhoria do solo e energia solar, entre outros.

Você pode assistir ao Webinar completo no canal da ABPI no Youtube

 

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