A união de forças entre os centros de pesquisa das universidades, as agências de inovação governamentais e as empresas inovadoras do estado alçaram a Paraíba ao sétimo lugar no ranking dos estados brasileiros que mais depositaram patentes em 2019, disse, na sexta, 26 de junho, a diretora técnica da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, Nadja Maria da Silva Oliveira.

Ela discorreu sobre o assunto durante a quinta edição do IP Meetings, evento virtual realizado pela ABPI e OMPI – Organização Mundial da Propriedade Intelectual, que contou ainda com a participação de Cláudio Cocorocchia, gerente sênior de Negócios do setor de Infraestrutura Global da WIPO (World Intellectual Property Organization, na sigla em inglês), e a mediação da juíza Márcia Maria Nunes de Barros, do TRF2.

A mesa-redonda virtual WIPO PROOF: novos horizontes na salvaguarda de ativos intelectuais” teve, na abertura, o presidente da ABPI, Luiz Edgard Montaury Pimenta, e, representando o diretor regional da entidade no Brasil, José Graça Aranha, a conselheira da OMPI, Isabella Pimentel.

O ambiente de inovação e propriedade intelectual na Paraíba, explicou Nadja, tem o protagonismo de uma “tríplice hélice”, a que juntou as instituições do estado, a academia e o mercado na produção intelectual e de novos conhecimentos, incluindo neste arcabouço inovador o Parque Tecnológico da Paraíba. Criado em 1984 e localizado em  Campina Grande, está entre os quatro primeiros do gênero no País. Este ambiente fez com que duas das universidades públicas da Paraíba ostentassem, em 2018, o primeiro e segundo lugar no ranking das patentes depositadas no INPI –  Instituto Nacional da Propriedade Industrial. “Temos a veia da inovação muito forte por esta questão universitária”, disse a diretora da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba.

Em sua apresentação, o gerente sênior de Negócios do setor de Infraestrutura Global da WIPO, Cláudio Cocorocchia, explicou o funcionamento do WIPO PROOF, a nova ferramenta on line desenvolvida pela OMPI que permite salvaguardar as criações que ainda não são passíveis de proteção intelectual. “O WIPO PROOF é um carimbo digital de dados e que fornece prova de existência e posse de um arquivo digital original de dados em um momento específico”, definiu o gerente sênior da OMPI. Apresentado pela primeira vez no Brasil, o serviço é baseado numa tecnologia chamada de” Infraestrutura de Chave Pública” ou PKY. “É um processo de certificação eletrônica assinada, uma espécie de cartório digital”, disse Cocorocchia.

Você pode assistir a este evento completo no canal da ABPI no Youtube. Lá você encontra o evento com o áudio em português ou em inglês, ou a versão com tradução simultânea para o português.

VOLTAR
SEJA UM ASSOCIADO