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A IA otimizando a Propriedade Intelectual

A IA otimizando a Propriedade Intelectual

A Inteligência Artificial (IA) é uma ferramenta poderosa para facilitar tarefas tanto na rotina de escritórios quanto em procedimentos de Propriedade Intelectual (PI), mas a revisão humana continua sendo essencial. O alerta foi feito nesta terça-feira (29) pelo coordenador da Comissão de Estudo de Inteligência Artificial da ABPI, Tarso Machado, e pelo advogado Thiago Arpagaus de Souza, durante o webinar “IA sem mistério: como transformar a tecnologia em produtividade na PI”. O evento foi moderado pelas advogadas Ana Luiza Brigagão e Jéssica Pinheiro Oyarzábal, coordenadoras do Comitê de Jovens Profissionais de PI da ABPI.

Em sua apresentação, Tarso Machado destacou que os Grandes Modelos de Linguagem (LLMs, na sigla em inglês) são muito úteis, por exemplo, na redação de patentes ou no suporte à elaboração de respostas a exigências. No entanto, ele ressaltou que o resultado depende diretamente da qualidade das informações fornecidas no prompt. A ferramenta atua de forma auxiliar em primeiras minutas e na análise de reivindicações, mas exige cautela ao lidar com dados sensíveis ou sigilosos, já que os sistemas públicos não garantem confidencialidade absoluta. Se mal administrada, advertiu Machado, a IA também pode gerar “alucinações”, inventando referências e citações falsas.

Thiago de Souza abordou em sua exposição o uso da IA para agilizar rotinas, procedimentos e tarefas burocráticas nos escritórios. Na PI, a tecnologia funciona bem “para otimizar o trabalho, sobretudo a parte repetitiva e burocrática, como relatórios, apresentações, cláusulas contratuais, minutas, resumos ou peças administrativas e judiciais”, afirmou.

O cuidado com a segurança dos dados, segundo o advogado, deve ser prioridade máxima. “Peça a fonte de tudo e confira antes de usar; analise e revise sempre todos os outputs”, aconselhou. Souza também explicou as vantagens do uso de instâncias privadas de IA, nas quais os dados permanecem em ambiente estritamente corporativo e não são utilizados para o treinamento de modelos de terceiros, permitindo trabalhar com informações de clientes em total conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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