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Trajetórias, desafios e a força da excelência na construção de carreiras em PI

O segundo painel do Dia do Jovem Profissional de PI, dedicado ao tema “Liberdade e Inovação: as múltiplas possibilidades para empreender na PI”, reuniu três profissionais que compartilharam suas experiências pessoais e visões sobre carreira, oportunidades e desafios na área. Sob a moderação da coordenadora Jéssica Pinheiro Oyarzábal, o encontro destacou como caminhos distintos podem convergir para uma atuação sólida em Propriedade Intelectual.

Caroline Tauk contou que não escolheu a PI inicialmente — desejava ser juíza. No entanto, após 14 anos de atuação, afirmou ter se apaixonado pela área. Em sua fala, reforçou a importância de saber onde se quer chegar e direcionar a carreira com clareza. Para ela, não é necessário ser diferente, mas sim ser excelente no que se faz, agir com integridade e reconhecer o próprio valor. Caroline destacou que a competência é o que garante espaço e reconhecimento. Recordou ainda que seu maior desafio foi compreender PI enquanto já trabalhava, aprendendo com advogados, apelações e com a prática diária.

Juan Andre Vanrell, do Vanrell Propriedade Intelectual, relatou que começou cedo, aos 20 anos, participando de eventos e conferências — algo que, segundo ele, impulsionou seu desenvolvimento profissional. Incentivou os jovens a aproveitarem oportunidades e buscarem visibilidade, inclusive por meio da colaboração com entidades nacionais ou internacionais. Para Juan, a PI é um nicho amplo e dinâmico, constantemente renovado por temas como entretenimento e esporte. Seu maior desafio foi conquistar credibilidade, o que exige preparo com excelência, disciplina, responsabilidade e atualização contínua, especialmente diante das novas tecnologias.

Vicky Buentes, da BFA Avogados, também não escolheu a PI inicialmente. Começou trabalhando no escritório de um professor, na área de entretenimento, acumulou experiência e fundou sua própria empresa com um sócio. Depois, entrou no universo de registro de marcas e decidiu focar sua atuação nesse campo. Vicky contou que enfrentou o desafio da credibilidade ao abrir seu escritório aos 25 anos. Para superar a insegurança, dedicou-se a estudar intensamente, compreender o negócio dos clientes em profundidade e crescer junto com as dificuldades. Após conquistar os primeiros clientes, destacou a importância de atendê-los bem e com consistência.

O painel evidenciou que a Propriedade Intelectual é um campo fértil para quem busca empreender, inovar e construir uma trajetória sólida. Embora muitos profissionais não tenham escolhido a área inicialmente, todos encontraram nela espaço para crescer, se reinventar e se destacar. A mensagem comum dos três palestrantes reforça que excelência, integridade, preparo e coragem para aproveitar oportunidades são pilares essenciais para quem deseja trilhar um caminho bem-sucedido na PI.

O Dia do Jovem Profissional encerrou o painel com a percepção de que a nova geração chega ao mercado com energia, curiosidade e disposição para enfrentar desafios complexos.

 

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