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Tecnologias Assistivas garantem independência

Crédito da foto: Ricardo Matsukawa

No segundo dia de Congresso, o painel 9 “PI e tecnologias que impulsionam a inclusão” contou com a participação de Linamara Rizzo Battistella, professora titular de Medicina Física e Reabilitação da FMUSP; e Rafaela Guerrante, co-fundadora do Comitê de Estratégia em Gênero, Diversidade e Inclusão do INPI. O debate foi moderado por Pedro Vilhena, coordenador do Comitê de Diversidade e Inclusão da ABPI.

Rafaela apresentou dados que fazem parte do estudo WIPO Technology Trends 2021 sobre Tecnologias Assistivas, realizado em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). “As Tecnologias assistivas ampliam autonomia, participação e equidade, não só de pessoas com deficiências, mas também de idosos. Para se ter ideia, segundo a OMS, cerca de 2,5 bilhões de pessoas no mundo precisam de tecnologia assistiva. Esse número deve chegar a 3,5 bilhões em 2050”.

No Brasil, segundo o Censo de 2022, temos 4,4 milhões de pessoas com deficiência e 32,1 milhões de idosos. “Apesar disso, no Brasil, ainda notamos poucos pedidos de registros depositados sobre as Tecnologias Assistivas. O acesso à essas tecnologias é um desafio global”.

A importância do celular – A professora Linamara abriu sua fala afirmando que o celular é a melhor Tecnologia Assistiva para pessoas com deficiências. “Temos estudos que mostram que o celular atende cerca de 50% das necessidades de uma pessoa com deficiência e isso chega a 70% se a pessoa for cega. Essa é tecnologia que precisa estar disponível para quem vive no mundo real”.

Linamara destacou vários projetos desenvolvidos pela sua instituição, voltados para tecnologias assistivas, como sistemas de monitoramento de pacientes em tempo real; sensores de próteses; manufatura de órteses de punho e dedos.

A professora também falou da importância de contar com a assessoria de uma empresa especializada em marcas e patentes que passou a direcionar o trabalho e esclarecendo o que poderia ser registrado, buscando proteção industrial ou intelectual. “Assim, conseguimos transformar pesquisas acadêmicas em produtos que passaram a beneficiar nossos pacientes”. 

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