A abertura do Encontro Internacional da Inovação e Propriedade Intelectual – ABPI 2026 foi marcada por um discurso firme e institucional do presidente Peter Eduardo Siemsen, que destacou a trajetória da entidade e reafirmou seu compromisso com o fortalecimento contínuo do sistema brasileiro de Propriedade Intelectual. Siemsen lembrou que a ABPI celebra 63 anos de atuação, mencionando com emoção que seu pai esteve entre os fundadores, e conectou essa história ao papel atual da associação na defesa de um ambiente jurídico moderno e seguro.
Ao mencionar os 30 anos da Lei de Propriedade Industrial, Siemsen ressaltou que a norma foi decisiva para modernizar o país e oferecer segurança jurídica ao setor. Segundo ele, a ABPI foi uma das entidades que mais se envolveu na construção da LPI e mantém, até hoje, a mesma dedicação para que a legislação evolua e acompanhe as transformações tecnológicas e sociais. “Trabalhamos para que ela se adeque às mudanças da tecnologia e da sociedade”, afirmou, reforçando a missão de contribuir para o aperfeiçoamento das regras de PI no Brasil.
Siemsen destacou ainda o trabalho constante de diálogo da ABPI com representantes do Congresso Nacional, com participação ativa na Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria e na Comissão do Brasil Legal, sempre com o objetivo de apoiar projetos legislativos que ampliem a segurança jurídica e atraiam investimentos. No âmbito do Executivo, ressaltou a interlocução permanente com o MDIC na construção da Agenda Nacional da ENPI e a relevância do INPI, cuja institucionalidade a ABPI tem defendido de forma consistente. Ele reconheceu avanços recentes, mas reforçou que o instituto precisa de condições estruturais e tecnológicas para se tornar “um dos mais avançados do mundo”.
O presidente da ABPI também celebrou o retorno da ABPI ao CNPC – Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, ampliando a presença da entidade em temas essenciais para o mercado. Ao abordar a intersecção crescente entre Inteligência Artificial e Propriedade Intelectual, Siemsen afirmou que a IA deve ser tratada como agente de evolução da sociedade, mas dentro de um ambiente jurídico seguro, que proteja o mercado e incentive a inovação.
No cenário internacional, lembrou que a ABPI esteve representada recentemente pelo vice-presidente Rodrigo Ouro Preto em audiência pública no USTR, defendendo o sistema brasileiro de PI. Para consolidar essa atuação estratégica, Siemsen destacou a criação do Comitê de Advocacy da ABPI, reforçando o papel institucional da entidade na construção de políticas públicas e na defesa técnica da Propriedade Intelectual.