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Marcas no mundo digital: proteção e riscos com IA

No segundo dia do Soft Opening (13/08), os trabalhos foram abertos com o Table Topic 3 “Marcas no mundo digital: proteção e riscos com IA”, com Danielle Campello, advogada sênior da Di Blasi, Parente & Associados; Marina Croce, CEO da Webedia Brasil; Rafaela Guerrante, co-fundadora do Comitê de Estratégia em Gênero, Diversidade e Inclusão do INPI e Paulo Parente, sócio da Di Blasi, Parente & Associados, como moderador.

O moderador começou o debate questionando Rafaela Guerrante sobre o uso de Inteligência Artificial no INPI. “Começamos a pensar no que poderia ser feito em IA no INPI em 2022”, afirmou Rafaela.

Ela indicou que o backlog é sempre uma questão histórica, ou seja, a gestão de um número grande de processos com um número restrito de examinadores. “Partirmos para uma cooperação com a Universidade Federal de Goiás e o Sebrae para o desenvolvimento de uma ferramenta de busca figurativa e nominativa para marcas. O primeiro teste interno deve ser realizado em outubro. Para o ano que vem, também deveremos anunciar uma ferramenta para usuário externo”.

Sobre patentes, Rafaela afirmou que parte do acervo do INPI já está digitalizado e temos feitos projetos pilotos com ferramenta privada para busca de anterioridade. “Foi bem interessante em termos de precisão”.

Além disso, os examinadores de patentes também têm passado por uma educação de engenharia prompt, ainda para as buscas de anterioridade. “Isso é importante para alimentar a ferramenta e garantir qualidade das perguntas, que interferem diretamente nas respostas”.

IA e criação dos conteúdos – Marina Croce relatou que na sua rotina já é comum o uso de várias ferramentas de IA para geração de apresentações, vídeos, imagens, legendas, sons e músicas, por exemplo. A CEO da Webedia Brasil explicou que enxerga a IA como um meio para chegar a um fim. “É preciso que o usuário saiba o que deseja que a ferramenta produza. O input criativo existe independente de qualquer ferramenta. É necessário ter pessoas por trás do processo o tempo inteiro, seja criando ou aprovando para no final evitar algum viés indesejável para seu conteúdo. O filtro humano é fundamental”.

Em sua participação, a advogada Danielle Campello comentou a respeito da aplicação de boas práticas no uso de ferramentas de IA para que organizações não comprometam a privacidade de titulares de dados. “As organizações devem começar com uma governança interna, com explicações de como utilizar as ferramentas de IA. É essencial ter um canal de dúvidas, um comitê atento ao dia a dia das aplicações. As relações contratuais entre usuário e fornecedor da ferramenta devem estar muito bem estabelecidas, com definições de responsabilidades”.

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