Crédito da foto: Ricardo Matsukawa
O painel 5 “Desenho Industrial na Era da Inteligência Artificial” teve a participação de Ivy Clarice Estoesta, diretora Prática em Mecânica, Desenho Industrial, Marcas e Proteção de Marca, Sterne Kessler; Gustavo Novis, coordenador-geral de Desenhos Industriais, Indicações Geográficas e Protocolo de Madri do INPI e Ricardo Boclin, conselheiro da ABPI, como moderador.
Ivy deu ênfase na questão de que nos EUA, a Inteligência Artificial ainda não pode ser considerada inventora, de acordo com decisões recentes da Justiça norte-americana. Por outro lado, a especialista explicou que a tecnologia tem sido muito utilizada como auxílio em diversas atividades e citou o exemplo do USPTO, que usa uma ferramenta de busca de imagens baseada em IA para pesquisa de desenhos industriais. O treinamento começou em julho de 2025 e o lançamento está previsto para 1º de outubro. “A ferramenta permite pesquisas de patentes e registros de design e marcas em mais de 80 registros globais e retorna resultados com base na similaridade das imagens”.
Gustavo Novis, afirmou que o INPI ainda não recebeu nenhum pedido de registro de desenho industrial que tenha sido feito por Inteligência Artificial. Mas o Instituto está investindo na aplicação de IA.
A primeira iniciativa será a adoção de uma ferramenta de busca por imagens com IA, por meio de contratação pública, com objetivos de agilizar o processo de exame de mérito pelo examinador, aumentar a produtividade e reduzir o acúmulo de processos. “O tempo gasto em exame de mérito deve cair de 12 para quatro horas. A previsão é que a ferramenta esteja em uso no início de 2026”.
Outra ação citada por Novis é a instalação de um sistema assistivo, com recursos de IA, para apoiar requerentes e examinadores nos pedidos de registro de DI. A iniciativa é resultado de Cooperação técnica com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).