Herman Bessler, CEO do Templo, organização voltada para IA, educação corporativa e transformação digital, foi o convidado da ABPI para falar como Professional Insight na Arena 1 – Novas Tecnologias & Inteligência Artificial. E no início da sua participação ele já foi categórico. “Hoje é o dia em que vamos ver a pior tecnologia das nossas vidas, porque a tecnologia muda a cada dia”.
E a Inteligência Artificial é uma das grandes responsáveis por essa rapidez, principalmente a partir da chegada do ChatGPT. “Hoje em dia só se fala de IA, que na verdade já tem quase 80 anos. A partir do ChatGPT é que o acesso à essa tecnologia se expandiu e chegou à quase oito bilhões de pessoas”.
Pensando no uso corporativo da IA, Bessler afirmou que no momento a questão mais importante é definir qual o papel que essa tecnologia vai ocupar em cada uma das organizações. “E não pensem em proibir o uso da IA em suas empresas, pois essa seria a melhor forma para ocasionar uma situação de vazamento de dados, por exemplo”.
Sem medo da IA – O CEO do Templo também buscou acalmar os presentes. “A Inteligência Artificial não vai se revoltar contra os humanos. Precisamos definir com cuidado as tarefas que passamos para a ferramenta”. Sobre os modelos de IA à disposição, Bessler avaliou que não é necessário ter modelos melhores, mas modelos mais baratos e rápidos.
Em relação ao papel do Brasil no cenário relacionado à Inteligência Artificial, Bessler é otimista. “Temos fatores positivos. Nossa ciência é muito produtiva, o desenvolvimento de tecnologia nacional em vários setores é de muita qualidade. Então, poderemos ganhar destaque na exportação de aplicações de IA”.