O painel 2 da Arena – Nova Geopolítica da Propriedade Intelectual: Harmonização da PI, Acordo Europa-Mercosul, Desafios para Empresários Transnacionais, reuniu representantes de entidades internacionais da PI. Moderado por Andréa Possinhas, coordenadora da Comissão de Estudos de Indicações Geográficas da ABPI, o debate abriu espaço para relevantes considerações sobre o cenário global.
Schmuell Cantanhede, diretor do Escritório da OMPI no Brasil, falou dos novos tratados internacionais e estudos que a entidade tem divulgado. “Nossos estudos econômicos visam subsidiar discussões sobre os desafios globais do momento. Recentemente, também anunciamos dois novos tratados internacionais sobre recursos genéticos e desenhos industriais”.
Cooperação – Para Lorenza Ferrari Hofer, presidente da International Association for the Protection of Intellectual Property (AIPPI), um dos maiores desafios no mundo da PI é a adoção de regras internacionais cada vez mais claras. “Além disso, é vital que haja cooperação, sem ela não podemos prosperar. De nossa parte, queremos contribuir sempre para o diálogo, outro ponto essencial para a evolução da PI”.
Matías Noetinger, presidente da ASIPI – Asociación Interamericana de la Propiedad Intelectual, em sua fala fez, entre outras, observações a respeito da importância para os países do Mercosul em reconhecer e proteger as Indicações Geográfica (IGs), movimento que é muito forte em outros cenários internacionais, como na União Europeia.
Fernando Ponce Saez, gerente-adjunto de Propriedade Intelectual Corporativa da Cencosud S.A, relatou a necessidade de acordos internacionais para a proteção de empresas transnacionais, que atuam no setor de retail (varejo), com marcas próprias. “Temos muitos desafios pela frente, como questões técnicas, culturais, logística, transporte de Propriedade Intelectual”.