Crédito da foto: Ricardo Matsukawa
O Painel 11 “O uso de IA nos processos de P&D e Inovação” reuniu Fabiano Souza Tonucci, gerente global de Propriedade Intelectual e Prospecção Tecnológica da VALE; Maria Isabel Giacchetti de Moraes, consultora geral de Patentes, Líder da Equipe de Patentes da América Latina da Sanofi e Claudio Barbosa, conselheiro da ABPI, como moderador.
Maria Isabel tratou da experiência da Inteligência Artificial na indústria farmacêutica. Disse que a Sanofi incentiva o uso diário da IA. “Hoje, temos uma plataforma exclusiva, desenvolvida com objetivo de acelerar a criação de medicamentos. A companhia estima um investimento de 8 bilhões de euros até 2030 para modernização e expansão da capacidade de manufatura digital”.
Ela afirmou que atualmente um processo completo de desenvolvimento de um medicamento pode levar de 10 a 15 anos, com custo médio de quase US$ 2 bilhões. “No final, apenas cerca de 12% dos candidatos que entram em testes clínicos chegam ao mercado”. Com o uso de IA nos projetos, Maria Isabel estima que o tempo de desenvolvimento deve cair para uma média de três a cinco anos e o custo vai baixar cerca de 25% a 30%.
IA na mineração – Na avaliação de Fabiano Tonucci, a evolução e surgimento de novas ferramentas de Inteligência Artificial tornarão o processo de análise dos dados cada vez mais rápido. “Porém, a inteligência continua sendo uma dádiva do ser humano. Precisamos nos aperfeiçoar no uso dessas ferramentas”.
Sobre o ganho de tempo, Tonucci falou dos projetos de mineração, em geral. “O desafio é reduzir o tempo dos projetos, desde a prospecção até a entrega do primeiro carregamento do minério. Hoje, esse processo leva, em média, 15 anos”. Ele ainda declarou que a companhia tem investido anualmente, cerca de US$ 500 milhões em pesquisa. “É necessário identificar as ferramentas mais adequadas dentro do que a indústria de IA nos oferece”.