Crédito da foto: Ricardo Matsukawa
O primeiro painel do Dia do Jovem Profissional de PI tratou do tema “Propriedade Intelectual e Influenciadores Digitais”, com a presença de Ana Luiza Montaury, advogada Sênior da AZZAS 2154; Vanessa Ribeiro, sócia da Gusmão & Labrunie; Victoria Ripper, advogada e influencer e Ana Luiza Castello Brigagão, Coordenadora do Comitê Jovem Profissional de PI da ABPI, como moderadora.
Victoria Ripper explicou que começou seu trabalho como influencer durante a pandemia e hoje sua rotina é totalmente profissionalizada. Ela tem ao seu lado uma agência que cuida de toda a parte de contato e relacionamento com as marcas. Tem horários, prazos a cumprir e contratos muito bem definidos. “A advocacia e meu trabalho como influencer têm muito em comum. Nos dois casos, temos clientes e todo mundo fala mal da gente”, brincou.
Na avaliação de Ana Luiza Montaury, a criação de conteúdo é algo relativamente novo, mas os influenciadores existem há muito tempo. “Os influenciadores já foram os pais, os professores. Hoje, são os profissionais, aliados poderosos e que representam as imagens das marcas”.
Vanessa Ribeiro destacou que a atuação dos influenciadores começou por um comportamento mais casual de compartilhamento de imagens e de vídeos, chegando ao cenário atual que se transformou num indústria bilionária. “É essencial destacar que a PI funciona como um alicerce jurídico que protege e monetiza o trabalho criativo dos influencers digitais. Vários aspectos precisam ser considerados, como direitos autorais e de imagem ou uso de músicas sem autorização, por exemplo. Sem o devido cuidado, as consequências podem ser sérias, como pedidos de indenização, remoção de conteúdo ou até perda de contratos”.
A moderadora Ana Luiza Brigagão assinalou a importância da atuação dos influenciadores, que estabelece relações de confiança entre as marcas e consumidores e formam uma legião de seguidores.